Elefante Também Esquece


Elesbão Não Tem Amigos





Pensamento do Mês
"É assim que o mundo acaba
Não com uma explosão,
mas com um suspiro."


Resenhas Que Ninguém Lê


Cotação Galactus


Quase tão bom quanto sexo



Superbacana


Bacana


Esforçadinho


Podia ser pior

Nulificador Total
Que merda, hein?


Outros Cacarecos





Livros Mofando na Cabeceira
"O Jogo da Amarelinha", Julio Cortázar
"A Voz do Fogo", Alan Moore
"Oblomov", Ivan Alexandrovitch Gontcharov
"O Doutor Benignus", Augusto Emilio Zaluar
"Um Estranho Numa Terra Estranha", Robert Heinlein
"O Sab? das Feiticeiras", John Updike
"Todos os Homens do Presidente", Carl Bernstein & Bob Woodward
"Baudolino", Umberto Eco
"A Ditadura Envergonhada", Elio Gaspari
"A Ditadura Escancarada", Elio Gaspari




Sexta-feira, Abril 30, 2004


"Não sou de usar as mulheres e depois jogar fora. Tranco todas no armário." - Angeli

Não me lembro onde eu li essa frase, mas assino embaixo. Tenho uma dificuldade enorme em me desapaixonar pelas minhas antigas musas. De certa forma, todas elas ainda moram de baby-doll preto no meu coração.


enviada por Gabes às 10:20 PM


Juventude Transviada

Pesquisa comprova: juventude brasileira está perdida, irremediavelmente perdida.


enviada por Gabes às 9:28 PM


Quinta-feira, Abril 29, 2004

Influências Cinematográficas no meu Paradigma de Beleza Feminina - O Replay

O ig vai apagar a maioria das imagens do meu antigo blig e para comemorar, resolvi republicar a minha melhor série de post gráfico-visuais.

Capítulo I - Conceitos Básicos

a) Louise Brooks

Penteado Chanel e olhar enigmático

b) Isabelle Adjani em "A História de Adele H"

Óculos, cabelo desgrenhado e completamente maluca

c) Por último, mas nem por isso menos importante, a Branca de Neve da Disney

O epicentro de todos os meus terremotos sexuais

Capítulo II - O Pior Pesadelo de Charlie Brown

a) Sharon Tate em "A Dança dos Vampiros"

Ruiva, cara espantada, vítima de vampiro

b) Lauren Ambrose em "Terror na Praia Psicodélica"

Muito ruiva e cara esquisitona

c) Stacey Tendeter em "Duas Inglesas e o Amor"

Vejam o filme, a foto não faz jus à moça

?) Bônus

Ela é ruiva falsa, mas e daí?

Capítulo III - Frankreich Über Alles

a) Emmanuelle Béart

Sobrancelhas expressivas!

b) Audrey Tautou em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

Ai, ai...

c) ...e Jeanne Moreau, pairando absoluta a cima das outras.

A testa mais bonita do cinema francês

Na verdade, faltam dois capítulos para completar a série: o italiano e o brasileiro, mas nunca consegui fotos boas das minhas eleitas.


enviada por Gabes às 9:20 PM


Quarta-feira, Abril 28, 2004

Cara de Pau

Se não fosse o João Pequeno me contar, eu não acreditava. Anda circulando por aí um abaixo assinado pedindo para o poder público 'viabilizar a existência de imprensas alternativas'

Tudo bem que mamar nas tetas da nação deve ser legal, mas isso já é perder a linha. Porra, imprensa alternativa viabilizada pelo governo vira assessoria de imprensa!


enviada por Gabes às 10:24 PM


Terça-feira, Abril 27, 2004

American Splendor
(O Anti-Herói Americano)



HEI,HEI, Toby é o nosso rei.

Eu acho que a pior coisa que pode acontecer com um crítico de cinema é se envolver emocionalmente com um filme: começar a ver paralelos pessoais, hipertextos invisíveis e outras milongas que fazem com que o cara acabe analisando mais a si próprio do que a porra do filme. Vão se tratar no divã, seus mocorongos!

Ainda bem que eu não sou um crítico de cinema.

Porque grande parte do fascínio que American Splendor exerce sobre mim é supracinematográfico. O filme, que foi vendido pelO Globo como coqueluche nerd, é ficção. E documentário. E baseado num gibi. E não é nada dessas três coisas.

Na verdade, é uma espécie de Easy Rider da nerdolândia, um guia de sobrevivência para fracassados consumidores do dejeto mais saboroso da cultura de massa: as Histórias em Quadrinhos. E é, também, um filme sobre um cara que encontra o sucesso através do fracasso.

"O Anti-Herói Americano" é um título horroroso, já que o personagem principal não é herói, nem vilão, muito menos "anti-herói". Ele é só um fudido. Como eu, como você e como aquele cara esquisitão de 36 anos que vive na sua gibiteria e ainda mora com a mãe. (Se era pra dar título brega em português, eu acho que algo como "O Sucesso do Fracasso" viria mais a calhar.)

Harvey Pekar, o 'anti-herói' em questão, é um frustrado, rancoroso e sarcástico arquivista de hospital em Cleveland e colecionador de gibis e vinis velhos. Uma belo dia ele conhece outro colecionador de quinquilharias igualmente frustrado, rancoroso e sarcástico. Obviamente, os dois se tornam amigos. Então o outro cara se muda pra São Francisco e lá se transforma em Robert Crumb, o Deus dos comix underground, o que faz o nosso 'anti-herói' pensar: "Ei, eu também posso escrever o meu gibi! Oh, me esqueci que não sei desenhar " Mesmo assim, ele escreve histórias com bonecos de palitinho e mostra pro seu amigo famoso, que não só resolve desenhar as histórias, como convidar seus novos amigos para participar na brincadeira. Eis que surge American Splendor, a mais mordaz e autobiográfica revista em quadrinhos que eu nunca tive o prazer de ler (Quem sabe agora com o "sucesso" do filme?)

Essa é a sinopse do filme, da forma mais tati-bitati possível. Aos poucos Pekar, vira um "celebridade" e até se casa, mas percebe que isso não melhora sua vida: ele continua um fudido -e pior!- a sua condição de fudido é matéria prima essencial para os seus gibis.

Ah, sim! E há Toby, o amigo semi-retardado de Pekar, que após assistir "A Vingança dos Nerds" se auto-proclama um 'nerd genuíno' e, para desespero do 'anti-héroi', passa a encarar o filme como libelo libertário da raça. E Toby, acaba também virando uma "celebridade", com direito a aparição na MTV. Esse pra mim é o grande tema do filme: mostrar o loser way of life, se descaraterizando e passando a ser absorvido pelo mainstream e se formando "celebridades", sem que isso melhore a qualidade de vida de ninguém.

É aquela minha velha questão filosófica: "Como foi que o uncool virou tão cool?" E, Harvey, o anti-herói americano, pasmado, também não consegue achar a resposta.

O filme começa com uma narração em off do verdadeiro Harvey mais ou menos assim: "Eu sou Harvey Pekar e esse filme é sobre mim. Esse aí na tela sou eu. Na verdade, ele é o ator que me representa. Na verdade, ele não se parece nada comigo". Eu também não me pareço nada com ele, não sou arquivista, não moro em Cleveland e, principalmente, não sou amigo do Crumb, mas uma coisa é certa: Eu sou Harvey Pekar, esse genuíno Spartacus nerd!


enviada por Gabes às 11:27 AM


Segunda-feira, Abril 26, 2004

Eu fico no cinema até o fim dos créditos para...

...descobrir que Tony Garrido trabalhou na equipe de Kill Bill e nem o IMDB percebeu.


enviada por Gabes às 9:23 PM


Sábado, Abril 24, 2004



Nota Importante

Que dia foi ontem? Dia de aniversário de nascimento e morte de Shakespeare!
Mais importante que isso: foi aniversário da Regina.


enviada por Gabes às 1:31 AM


Quinta-feira, Abril 22, 2004

Finis Hominis

Santa Decadência, Homem-Morcego!

Partenogênese:cromossomo Y agora é dispensável!


É isso aí, rapaziada, em breve nós estaremos tão extintos quanto o ouriço do mar marciano.


enviada por Gabes às 10:02 AM


Segunda-feira, Abril 19, 2004


Domingo, Abril 18, 2004

Ah, As Crônicas de Antigamente!
(Tédio Dominical)


Os três melhores cronistas de todos os tempos:

1. Stanislaw Ponte Preta
2. Rubem Braga
3. Carlos Drummond de Andrade

A ordem dessa lista varia muito de acordo com o meu humor.


enviada por Gabes às 8:22 PM


Sábado, Abril 17, 2004

Pra comemorar o fim do meu exílio astanense, Meias Verdades está de volta tão ruim quanto antes.


enviada por Gabes às 5:13 PM


Sexta-feira, Abril 16, 2004

Confissão

Meu nome é Norrin Radd e eu sou viciado em Super Trunfo.


enviada por Gabes às 1:52 PM


Quinta-feira, Abril 15, 2004

A bolsa cai, o dólar sobe, o risco Brasil dispara...

Maca-cão

ASTANA - Em termos de blog, a pior coisa que pode acontecer é você avisar que vai ficar um tempo sem postar: as pessoas vazam, se esquecem de voltar e, se voltam, não comentam. Na vida real, a pior coisa que pode acontecer com você é um sapateiro agarrar seu tênis furado em plena Sete de Setembro, fazer um conserto compulsório, cobrar R$ 13,50 mais o cafezinho e ainda responder que "você só deve a Deus pelo seus pecados" quando você diz que vai ter que ficar devendo. Por falar em Deus, outra coisa chata que pode acontecer com você é ser atacado por crentes que insistem em acusar você de ter jogado água suja neles quando você passou com seu automóvel imaginário. Chato também é tentar explicar para seu colega de curso de desenho de 39 anos e mentalidade de 5 porque você não acredita em vampiros, enquanto ele tenta provar, através de versículos bíblicos, que a Alcione é a maior cocainômana da Mangueira, que a culpa do fuzuê na Rocinha é da Marrom por não ter apoiado a Rosinha nas últimas eleições e que usuário bom é viciado morto.

Ah, sim! O técnico acaba de ligar pra avisar que meu computador só fica pronto no Sábado. (Espero que isso signifique no próximo Sábado.)


enviada por Gabes às 7:25 PM


Quarta-feira, Abril 14, 2004


Tomorrow Stories 5



ASTANA - Uma das grandes frustrações da minha vida é não ser genial sempre. (Pasmem! Eu já tive uma ou duas idéias geniais, mas não anotei e acabei esquecendo.) Por isso é reconfortante ver que nem Alan Moore é assim o tempo todo. Esse Tomorrow Stories veio muito mais ou menos: um "Conto de Natal" fora de época com First American e sacadas rabugentas sobre o mercado de quadrinhos, um folhetim com Cobweb e colagens surrealistas e uma pouco inspirada historieta quântica de Greyshirt.

As tais sacadas rabugentas não são ruins, mas também não são engraçadas e a crítica ao mundo pokemônico pós-apocalíptico dos gibis cai no lugar-comum. Exagero no tom panfletário, faltou um pouco da irreverência de sempre. As colagens de Melinda Gebbie são repetitivas e o texto, rococó demais. O enredo nada sutil de Greyshirt é a pior abordagem de teorias multidimensionais que eu já vi o barbudo fazer. Referência científicas e velhos clichês do gênero "aventura interdimensional" (tem até o corpo com o coração no lado direito) não são suficientes para garantir uma história como a que se podia esperar. Uma pena, ainda mais quando se lembra que foi escrita por um autor obcecado pelo tema do tempo, brilhantemente explorado em obras como Watchmen, Do Inferno e até mesmo em outra história do próprio Greyshirt no segundo número de Tomorrow Stories.

Pois é, eu achei Tomorrow Stories 5 muito abaixo da média mooriana, mas pode ser só meu mau humor atual. Na dúvida, leia e decida você mesmo.


enviada por Gabes às 8:54 PM


Domingo, Abril 11, 2004

Musiquinha do Mês
capa de Brian Bolland para 'Animal Man 25'

Infelizmente
Ary Pavão e Lamartine Babo

Eu tenho inveja dos mocinhos da Avenida
de ombros largos e elegância nos quadris
Roupa lavada, casa, luz e até comida
Tudo de graça, ó que gente tão feliz!

Infelizmente eu trabalho muito!
Infelizmente eu trabalho muito!

Conheço um "cabra" que tem sorte até comendo
Freqüenta um "china" bem ali na rua Sete
Um dia desses, vejam só, caso estupendo!
Achou um relógio na barriga de um croquete!

Infelizmente eu almoço em casa!
Infelizmente eu almoço em casa!

Eu quando vejo um baile de alta-sociedade
Lindas casacas, toaletes formidáveis
de terno-saco dou uma volta na cidade
Tomo uma média, vão-se os níqueis miseráveis

Infelizmente sou da classe-média!
Infelizmente sou da classe-média!

Se me apresentam uma menina espevitada
que bebe e fuma e dança o fox-trot blue
finjo que entendo e afinal não entendo nada
Envergonhado, cabisbaixo, jururu!

Infelizmente já passei da idade!
Infelizmente já passei da idade!

ASTANA - Eu poderia perder várias linhas aqui explicando como essa música expressa meu estado de espírito mensal, mas infelizmente...



enviada por Gabes às 12:40 AM


Quinta-feira, Abril 08, 2004


ASTANA - Do Linux e das vantagens do tal Código Aberto até eu já estou careca de saber. Novidade mesmo foi descobrir que agora existe personagem de gibi open source.


enviada por Gabes às 9:52 AM


Segunda-feira, Abril 05, 2004

Outras Polêmicas da Civilização Ocidental

ASTANA - "Barbie is Lesbian" é realmente uma boa frase pra camiseta, mas não serve para os ativistas australianos anti-sorvete de vodca.


enviada por Gabes às 9:43 AM


Sexta-feira, Abril 02, 2004

ASTANA - Pela enéssima vez, a DC vai tentar "redefinir seu universo" com uma imitação de Crise nas Infinitas Terras. A série nova se chama Identity Crisis e vai ser escrita por Brad Meltzer, o surpreendente cara do Arqueiro Verde (ver uns 10 posts atrás). Será que vai valer a pena ou será só mais uma Zero Hora?


enviada por Gabes às 10:20 AM


É cada coisa que a gente tem que ouvir...

"Tingir o cabelo de cores não-naturais afeta o sistema nervoso. É por isso que pessoas com cabelo verde, rosa e vermelho são tão agressivas."


enviada por Gabes às 9:52 AM


Diálogo Besta do Big Brother Usado como Pretexto pra Link Esquisitão

Solange (olhando pra colher): Ih, minha cara tá de cabeca pra baixo, que engraçado.
Buba: É porque é um espelho, é por causa da curvatura, é côncavo.
Solange (olhando pasma pra colher): Ah, cacâvo....
Buba: Côncavo!
Solange: E toda colher faz isso?
Buba: Claro.
Solange: Que estranho!


enviada por Gabes às 9:45 AM


Quinta-feira, Abril 01, 2004

ASTANA - É mentindo que se diz as grandes Verdades.


enviada por Gabes às 10:05 AM


Pra Pensar na Cama
(depois do leitinho)


"Há uma escola filosófica hindu que diz que não somos atores da nossa vida, que somos espectadores, e ilustra isso com a metáfora do bailarino. Agora talvez fosse melhor dizer do ator. Quer dizer, um espectador vê um bailarino ou um ator ou, se vocês preferirem, lê um romance, e acaba se identificando com esse personagem que está sempre diante dos olhos. A mesma coisa disseram esses pensadores hindus anteriores ao século V da nossa era. A mesma coisa aconteceu conosco. Eu, por exemplo, nasci no mesmo dia em que nasceu Jorge Luis Borges, exatamente. Já o vi em algumas situações às vezes ridículas, às vezes patéticas. E, como sempre o tive diante dos olhos, identifiquei-me com ele. Quer dizer, segundo essa teoria o eu seria duplo: há um eu profundo, e esse eu está identificado - mas separado - com o outro. Agora, não sei qual é a experiência que vocês têm, mas às vezes acontece comigo, principalmente em dois momentos distintos: em momentos que me aconteceu algo de muito bom, e em momentos, sobretudo, em que me aconteceu algo muito ruim. E durante alguns segundos senti: 'Mas o que eu tenho a ver com isso tudo? É como se isso tudo acontecesse com outro.' Quer dizer, senti que há algo em mim que estava alheio àquilo." - Curso de Literatura Inglesa de Jorge Luis Borges (livro roubado da biblioteca do Hilton de Astana.)


enviada por Gabes às 10:03 AM