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Elefante Também Esquece
Elesbão Não Tem Amigos
Pensamento do Mês
"É assim que o mundo acaba Não com uma explosão, mas com um suspiro."
Resenhas Que Ninguém Lê
Cotação Galactus

Quase tão bom quanto sexo

Superbacana

Bacana

Esforçadinho

Podia ser pior
Nulificador Total
Que merda, hein?
Outros Cacarecos
Livros Mofando na Cabeceira
"O Jogo da Amarelinha", Julio Cortázar
"A Voz do Fogo", Alan Moore
"Oblomov", Ivan Alexandrovitch Gontcharov
"O Doutor Benignus", Augusto Emilio Zaluar
"Um Estranho Numa Terra Estranha", Robert Heinlein
"O Sab? das Feiticeiras", John Updike
"Todos os Homens do Presidente", Carl Bernstein & Bob Woodward
"Baudolino", Umberto Eco
"A Ditadura Envergonhada", Elio Gaspari
"A Ditadura Escancarada", Elio Gaspari
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| Sexta-feira, Janeiro 30, 2004 |
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| Quinta-feira, Janeiro 29, 2004 |
Comentei isso no Blog do Márcio e resolvi reproduzir aqui:
Você já ouviu falar no "Tintin na Tailândia"? É um álbum pirata feito por uns tailandeses doidos, onde o repórter belga vai fazer turismo sexual no país do extremo oriente. Devido as cenas de sexo, drogas e patati-patatá, a editora francesa que detêm os direitos do personagem não gostou e mandou destruir todas as cópias. Obviamente sobraram algumas e o título virou raridade entre os colecionadores.
Parece que não é nem tão raridade assim, mas deve ser divertido.
enviada por Gabes às 8:03 PM
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Você sabia que o Peixe-Papagaio brasileiro não é o mesmo que o da Guiné-Bissau? E que esse não é o de Angola, onde o nome designa duas espécies diferentes e que somente uma delas se chama assim em Cabo Verde?
Ah, como o peixe-papagaio é um tema complexo para os lusófonos!
enviada por Gabes às 1:01 PM
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Descobertas do Dia (de ontem)
1. Gordos sedentários como eu nunca devem dispensar mulheres com habilidades acrobáticas.
2. You don't have to be cool to rule my world, mas ter uma cama elástica em casa ajuda.
3. Algumas coisas são realmente como andar de bicicleta.
enviada por Gabes às 1:00 PM
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| Terça-feira, Janeiro 27, 2004 |
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É cada coisa que a gente tem que ouvir...
"Eu tenho um amigo que pintou uma mona lisa e ficou melhor que a original. A do Da Vinci é muito caída." - proferido por um coleguinha do meu curso de desenho.
(Santo Walter Benjamin, Homem-Morcego!)
enviada por Gabes às 11:56 AM
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| Segunda-feira, Janeiro 26, 2004 |
Outro dia alguém disse que meu blog era espontâneo. Adoro isso. Se vocês soubessem o quanto eu ensaio pra conseguir essa tal espontaneidade, você dariam mais valor.
enviada por Gabes às 5:10 PM
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Anjos da Lei
Quem circula por Ipanema já deve ter visto um coroa que usa uns dredlocks amarrados como um surreal ninho de cabelo, uma coisa assim de fazer inveja ao Zé Colméia (Não, não estou falando do urso, mas de um maconheiro que andava pela ECO e usava esse cabelo por baixo de uma enorme touca de lã cor de mel - daí o apelido.)
Segundo minha mãe, o tal coroa tem esse penteado desde o final dos anos 60 e foi preso duas vezes na década de 80 por esconder drogas no cabelo. A minha grande questão é: Como a minha mãe sabe dessas coisa? Será que a velha trabalha pra polícia e eu nunca desconfiei?
enviada por Gabes às 5:05 PM
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Minhas idéias geniais para a Marvel
Um espantalho, um homem-de-lata e um leão covarde lutando para proteger um mundo que os teme e os odeia. Eles são...
(Essa toscaria seria impossível sem a ajuda do Hero Machine.)
enviada por Gabes às 12:11 PM
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| Sábado, Janeiro 24, 2004 |
Sobre o Pensamento do Mês
"Prefiro o paraíso pelo clima, o inferno pela companhia." - Mark Twain
Quando Samuel Clemens disse isso lá no tempo de vovô-garoto, podia até ser verdade. Hoje em dia, com a pós-modernização do conceito de bem e mal, a transmoralidade e a pulverização fractal das ideologias, seria preferível dar checada nas listas de presença dos dois lugares antes de decidir praonde ir. (Decidir sim, porque o inferno contemporâneo é evidentemente discricionário.)
Em todo caso, Twain continua sendo um bom nome de referência.
enviada por Gabes às 10:59 AM
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| Quinta-feira, Janeiro 22, 2004 |
Cage
(Publicado no Brasil nas revistas Marvel Max 1 a 5)
Foi essa mini-série que me fez a começar a comprar a Marvel Max. Quando fiquei sabendo que Brian Azzarello e Richard Corben iam brincar com esse obscuro herói blackxploitation, resolvi pagar pra ver (R$4,50 durante 5 meses) Os caras tinham todo o crédito do mundo comigo, depois da excelente mini-série Banner (publicada integralmente no Brasil na revista Marvel Apresenta n°3), que fez com Hulk tudo aquilo que eu gostaria de ter visto no filme de Ang Lee.
Parecia ser um ótimo material para a dupla, o pouco que eu sei sobre Luke Cage: o personagem é uma versão invertida do Capitão América, um presidiário ex-traficante, que depois de topar ser cobaia de um super-soro em troca da liberdade, ganha superforça e pele à prova de balas e resolve virar "herói de aluguel". Então, criei expectativas e acabei me frustando um pouco.
O traço pétreo de Corben que havia me fascinado em A Casa do Fim do Mundo parece um pouco desanimado e a diagramação das páginas está bem mais careta, com planos repetitivos. Dá a impressão que o artista foi obrigado a se submeter ao chato "padrão Marvel". Outra coisa que atrapalha são as cores excessivas de Jose Villarubia, que poluem o desenho. Mesmo assim, o inegável talento de Corben ainda fica bastante visível e a arte desse gibi é bem superior a média da Marvel.
A "grande idéia" do roteiro de Azzarello é atualizar o herói blackpower transformando-o em um gangsta rapper, o que até funciona, mas fica um pouco estereotipado. A história tem um bom ritmo no início e no desfecho, mas o desenvolvimento central é um pouco enrolado e lento, apesar de algumas boas seqüências de ação.
Talvez Cage merecesse até três Galactus, mas eu esperava muito mais.
(Mas eu vou continuar comprando Marvel Max, por causa da viciante Alias)
enviada por Gabes às 12:54 PM
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| Quarta-feira, Janeiro 21, 2004 |
Dia da Verdade
Taí uma data comemorativa que devia ser inventada. Um dia em que todo mundo falasse a verdade, como um primeiro de Abril às avessas. Crimes e pecados seriam confessados publicamente, antigos rancores passeariam ao sol e nem mesmo as "mentirinhas sociais" estariam a salvo. E no fim, tudo seria perdoado na manhã seguinte como as pegadinhas no dia da mentira.
É claro que pra funcionar teria que ser um feriado religioso. E nós teríamos que ser xiitas também.
enviada por Gabes às 11:41 AM
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Nin skaal, din skaal, alla vackra flickors skaal!
É uma pena o meu sueco ser tão pobre ao ponto de não me deixar pronunciar corretamente esse brinde. Ele significa alguma coisa como "à minha saúde, à sua saúde e à saúde de todas as moças bonitas" e, se é verdade que o brinde de alguém deve refletir sua filosofia de vida, esse deveria ser o meu.
enviada por Gabes às 11:32 AM
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| Terça-feira, Janeiro 20, 2004 |
Buon Compleanno, Gran Bugiardo!

enviada por Gabes às 7:51 AM
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| Sexta-feira, Janeiro 16, 2004 |
A Maior Estréia de Todos os Tempos: Minha Própria Tirinha Semanal Sem-Graça!
CLIQUE NA figura.
Ironicamente, esse foi o único dos meus projetos paralelos que não foi engavetado.
Visitem, dêem link, me mandem hate-mails, mas voltem lá no próximo sábado.
enviada por Gabes às 11:28 PM
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Macacos me mordam! No mesmo dia que eu postei a "resenha" de Tomorrow Stories 2, a Pandora, só pra me sacanear, publicou o terceiro número. Resolvi escrever isso aí embaixo meio nas coxas mesmo. Afinal, tanto no mundo dos blog quando no da "crítica" de gibi, estar atualizado é tudo. (Mesmo que isso ferre todo o meu cronograma.)
Tomorrow Stories 3
Um pouco "menos boa" que a edição anterior, Tomorrow Stories 3 traz como abre-alas Jack B. Quick numa história animal. Literalmente falando, já que a trama gira em torno de clones de gato voadores e porcos mutantes que resolvem assumir o poder numa fazenda. (Sim, você deve reconhecer isso de algum lugar...)
A aparição de Cobweb desta vez não é em quadrinhos, é uma história ilustrada. Melinda Gebbie desenha quadros ocupando a página toda e Alan Moore bota o texto em blocos, o que infelizmente não funciona muito bem. Embora bons como sempre, os desenhos são muito parecidos entre si fazendo, com que a seqüência e, conseqüentemente, a narrativa fiquem muito lentas, além de não acrescentarem nada ao texto, que por sua vez é muito extenso e rebuscado. Bola fora do casal.
A origem de Greyshirt é finalmente revelada numa história relativamente previsível (mas qual origem super-heróica não é?) Um pouco menos presos aos cacoetes de Will Eisner, Moore e Rick Veitch apresentam uma trama de perseguição e traição e introduzem um novo personagem: Rockfeller Patel, o Buda de Central Indigo, uma espécie de guru espiritual subterrâneo do protagonista.
O melhor de Tomorrow Stories desta vez fica por conta de First American. Preocupado com os altos índices de criminalidade infantil, o vigilante debilóide resolve trabalhar como agente inflitrado da polícia numa gangue de sociopatas pré-escolar. Resultado: Um irônico e saboroso milk-shake de Cães de Aluguel, O Poderoso Chefão e Kids com as participações especiais de Pinduca e... Bom, leiam o gibi!
enviada por Gabes às 1:35 PM
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| Quinta-feira, Janeiro 15, 2004 |
É cada coisa que a gente tem que ouvir...
"Se o abacaxi for um legume, o sentido é real. Mas se for um problema, o sentido é figurado."
(Ah, esses professores de Português!)
enviada por Gabes às 11:56 AM
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| Quarta-feira, Janeiro 14, 2004 |
A Pandora Books lançou o segundo número de Tomorrow Stories! E isso é um feito para uma editora que costuma editar três ou quatro números de uma série e depois cancelá-la alegando "desinteresse do público" (Tudo culpa dos vis scaneadores de gibis e não dos preços das revistas, lógico.) Tomorrow Stories é uma revista tão boa, tão sensacional, tão formidável que só vai ser comprada por meia dúzia de pessoas. E eu não estou sendo sarcástico, as histórias aqui reunidas são pequenas jóias de Alan Moore, mas pouca gente vai ler. A revista só está sendo vendida nos pontos de venda do HQ Club e custa R$ 7,90, apesar de ser muito mais fina que qualquer uma de R$6,00 da Panini. Qual "não iniciado" vai se dar ao trabalho de procurar uma loja credenciada e morrer nessa grana, se com qualquer 50 centavos compra toneladas de mangás horrorosos? E assim, o "desinteresse do público" por obras como Tomorrow Stories fica garantido por mais uma geração.
Bom, chega de blá-blá-blá rancoroso e vamos a revista:
Tomorrow Stories 2
Se lembra do que eu falei sobre Greyshirt? Que ficava aquém do Spirit, sua óbvia inspiração? Esqueça!!! A história dessa edição é genial (Genial mesmo, sozinha levava 5 Galactus, mole.) Ambientada toda em um edifício durante épocas diferentes (1939,59,79 e 99), a história pode ser lida tanto na horizontal quanto na vertical. A la Cortázar, Alan Moore constrói um quebra-cabeça quadrimensional em uma excelente exploração curta de uma suas das obsessões preferidas: a tempo como estrutura arquitetônica.
Agora, se experiências narrativas complexas e cabeçoídes não são a sua praia, não se desespere. Também tem Jack B. Quick, o prodígio redneck, onde o roteirista continua fazendo piadas pseudo-científicas com diálogos que parecem tirados de filmes B da década 50. Desta vez, o pequeno einstein põe a polícia atrás os fótons de luz bêbados que andam causando buracos negros -ou algo assim, sei lá- e acaba lançando sua pacata cidade em uma amalucada aventura. (Quando mais eu teria chance de usar adjetivos como "amalucada"? Por essas e por outras, eu adoro Jack B. Quick.)
E agora para algo completamente diferente: Cobweb. Ah, eu poderia passar a eternidade elogiando o trabalho sutil de Melinda Gebbie. Nessa aventura espacial, o desenho meio vaporoso, dando uma psicodélica sensação de "gravidade-zero". Como sempre, são usados elementos bem chauvinistas (tipo heroína sexy e lesbian chic de roupas colantes em posses comprometedoras e tal) para contar histórias extremamente femininas. Essa "inversão de valores" é bastante divertida, mas fico sempre com a impressão que Alan e Melinda se divertem muito mais criando as histórias do que nós, lendo. Pra mim, Cobweb parece um estranho rito gráfico-sexual entre Alan e Melinda, o que me deixa um pouco constrangido: não sou de ficar olhando trepada dos outros, não.
E fechando o gibi, temos First American, com todo o seu suíngue kurtzmaniano. O destaque dessa história é a arma vilão: o Nostagicador, uma arma que tem o poder de "retroceder" pessoas e objetos para os estilos das décadas anteriores. Uma boa alfinetada na onda retrô que assola a virada de século.
enviada por Gabes às 11:57 AM
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Estou apaixonado e quero casar
Esqueçam Luana Piovani! Conheçam Milena Cestari, politizada indireta e cidadã muito mais exemplar.
(Dessa daí, eu até pagava as contas.)
enviada por Gabes às 11:55 AM
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| Terça-feira, Janeiro 13, 2004 |
O Discreto Charme de Gansolino
Dar uma volta completa na Lagoa por dia é a principal das minhas tentativas de me tornar um gordo menos escroto em 2004. Tudo ia bem até hoje de manhã quando algum buñuel sem mãe largou uma manada feroz de gansos selvagens no meio da ciclovia. Para passar low profile pela ameaça, tive que reduzir o meu passo, o que estragou todo o meu exercício aeróbico. (Afinal, o segredo de uma boa caminhada é manter sempre o mesmo ritmo.)
Se eu fosse um cidadão exemplar e politizado indireto, teria alertado a Defesa Civil e processado a Prefeitura. Aliás, só não fiz isso porque ia ser um banquete pra mídia.
(Talvez vocês não saibam, mas gansos bravos podem ser mais agressivos que cães sem dono.)
enviada por Gabes às 1:30 PM
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Professor Pirajá me lembra Machado de Assis
Ontem eu vi, na rua, o Daniel Azulay, um dos meus bizarros ídolos de infância. Eu talvez devesse ter vergonha de ter sido fã de um cara que usa gravata borboleta, mas foi graças a ele que me interessei pelo desenho, a graças ao desenho me interessei pelos gibis da Mônica, a graças a Mônica me interessei pelos gibis de super-herói e graças aos super-heróis pela Historia em Quadrinhos "como forma de arte".
E assim fica provado que Daniel Azulay também é politizado indireto!
enviada por Gabes às 1:29 PM
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| Domingo, Janeiro 11, 2004 |
When the pro gets weird, the Weird turn going.
Como postar sobre Luana Piovani e maconha sempre dá ibope e gera polêmica no Zenn-La, resolvi reproduzir um trecho da entrevista com a modelo, atriz e gostosa na revista Domingo de hoje:
Recentemente você declarou que fuma maconha. Sempre paga o preço da sinceridade?
Sim, e o que falo vira banquete para a mídia. Não pagam minhas contas, então digo o que penso. A questão maior é o tráfico, não o usuário. Deu dor de cabeça, mas fiquei orgulhosa.
Como assim?
Sempre achei que fosse uma alienada política e descobri que não sou. Sou politizada indiretamente. Questiono, não estou satisfeita com a realidade que nos oferecem, estou ligada ao que está acontecendo e pedindo ajuda. Na peça, por exemplo, quem levar um quilo de alimento paga meia entrada, e esses alimentos serão doados ao Fome Zero.
Mas você chegou a ser indiciada por apologia as drogas?
Não, isso é fofoca. Sou um exemplo de cidadã. Pago as minhas contas, tudo meu é declarado, não tenho nada errado na minha vida.
Santo Hunter Thompson, Homem-Morcego! Usuária ou não, culpada universal pela criminalidade ou não, politizada (!?!) ou não, uma coisa é certa: essa menina não fala coisa com coisa.
Luana é, como se dizia antigamente, uma anta de tênis.
enviada por Gabes às 5:54 PM
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Antes do Macacão
Informação não confirmada: Li em algum lugar que depois de O Senhor dos Anéis, Peter Jackson já fez outro filme: As Nature Made Him, baseado na história real de um bebê neozelandês que, aos 8 meses, foi transformado em "menina" através de uma cirugia.
No mesmo lugar dizia que, antes de refilmar King Kong, o diretor hobbit pretende fazer um filme trash de zumbi. (Seria saudade dos tempos de Fome Animal?)
enviada por Gabes às 11:07 AM
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| Sexta-feira, Janeiro 09, 2004 |
Não sei se vocês viram ontem a "eleição" para participante afro-brasileiro da nova edição do Big Brother Brasil.
De um lado, pesando sei lá quantas toneladas, Zulu, simpático e sorridente campeão brasileiro de luta greco-romana. Do outro, Marcos, um dos muitos "periféricos" do hip-hop paulistano.
Zulu é Geração Saúde total. Rapaz de família, é elogiado por papai, mamãe e irmão caçula. Malandro termina seu vídeo-campanha declarando: "Vote em mim. Votar em mim é votar em um atleta, que representa o Brasil. Votar em mim é votar no Brasil." Mais populista impossível.
Marcos é DJ da Zona Leste de São Paulo. Pai de cinco filhos aos 34 e seu mais velho tem 14. "Começou cedo", diz Pedro Bial. O vídeo do rapper tem todo aquele sentimento comunidade tipo "abraço pros manos, beijo pras minas e nóis na fita" e tal.
Depois de uma acirrada disputa - segundo o Big Host Bial, o resultado foi mais do que óbvio: Deu Zulu na cabeça!
É claro que a "eleição" foi "manipulada": a produção do programa conseguiu selecionar um rapper com a maior cara de 171 e um bigodinho pra lá de anti-estético, mas isso não esconde o fato de que essa foi mais uma vitória da patriotada que assola o país. Se dizer "representante do Brasil" foi a jogada de mestre de Zulu.
Ah, esse ufanismo babaca ainda vai acabar com tudo que essa terra tem de bom!
enviada por Gabes às 5:22 PM
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| Quarta-feira, Janeiro 07, 2004 |
Momento Fotolog
Falando em Terry Gilliam, uma das coisas que eu sempre admirei no cineasta é o bom gosto pra roupas.
O AUTEUR durante as filmagens de Brothers Grimm.
enviada por Gabes às 12:33 PM
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Sandman - Noites Sem Fim
Um dos meus divertimentos mais íntimos é falar mal do Neil Gaiman. Não porque eu discorde que ele seja um brilhante roteirista de gibis e um autor de livros irônicos e divertidos como Deuses Americanos e Belas Maldições (Aliás, espero ansiosamente o dia em que Terry Gilliam consiga tirar do papel a adaptação cinematográfica desse último.)
O que me irrita em Mr. G. é que ele é praticamente uma unanimidade, que ele é bonitão demais para um escritor e que amigas minhas resolvem casar com ele.
Oquei, oquei, existem uma ou duas razões mais sérias: Neil Gaiman tem uma fórmula, que ele seque sempre e as pessoas parecem não perceber. É um escritor de finais felizes. Por mais preta que esteja a situação, o cara sempre dá um jeito de pôr um rasquinho de esperança nos lábios do leitor no fim. E, às vezes, ele força a barra. Outra coisa é uma certa "literarice" esnobe, uma demonstração de cultura mais ou menos inútil e referências demais. O que na maioria das vezes enriquece a história, mas de vez em quando da vontade de chacoalhar o cara e dizer: "Menos nessa linha, Neil. Isso não é literatura séria, são só quadradinhos coloridos para crianças e gente estranha!"
Bom, encerrado o preâmbulo extenso, agressivo e desnecessário, vamos ao que interessa: Sandman -Noites Sem Fim, o gibi que pedi de Natal, onde Gaiman volta a seu personagem mais famoso, Lorde Morpheus, o Sonho e seus perpétuos irmãos: Morte, Desejo, Desespero, Delírio, Destruição e Destino, cada um deles desenhado por um bam-bam-bam da arte seqüencial.
O álbum não é homogêneo e tem seus altos e baixos, mas se tratando de Neil Gaiman, mesmo a maioria dos baixos estão numa altura boa o suficiente. Eu bem queria falar mal, mas acho que vou acabar babando o ovo mesmo...
Morte e Veneza
Desenhada pelo veterano P. Graig Russell, a história da Morte é boa, mas visualmente meio caretona. A grande diversão aqui é ver como Neil Gaiman trabalha com o tempo de uma maneira não linear. Menos estruturalmente que tematicamente, me lembrou um pouco aquele filme macedônio Antes da Chuva. Bacana, mas já vi coisas mais originais. A Morte, uma das mais populares personagens da série, merecia coisa melhor.
O que Eu Experimentei do Desejo
Mal podia esperar pra ver o que o genial taradão Milo Manara ia fazer com o/a irmã(o) de Sandman, e tenho que admitir "o que eu experimentei do desejo" foi meio frustrante. Gaiman, aquele inglês pudico, sub-aproveitou o potencial erótico do traço do mestre italiano. Como a narrativa é excelente e a arte de Manara está maravilhosa, como sempre, por isso leva 4 Galactus. (Mas podia levar 5, se tivesse mais sacanagem...)
O Coração de uma Estrela
Apesar de eu ser um mala sem alça que nunca dá 5 Galactus, fiquei muito tentado a isso depois de ler essa brilhante colaboração entre Gaiman e o espanhol Miguelanxo Prado. O menor dos méritos dessa obra é, ao mesmo tempo, ser: um epílogo da série regular - amarrando algumas pontas soltas, uma introdução ao Universo de Sandman e uma fábula independente e incrível. Deixando de lado as referências e piolhos que os fãs habituais da DC poderão catar ao longo da história, o autor escreve um conto de fadas sobre a origem do universo de uma forma única, envolvente e irreverente, personificando magnificamente mitos, corpos celestes e idéias abstratas (Sim, é a velha fórmula Gaiman no melhor do seu desempenho.) envolvido pela atmosfera onírica e consistente de Miguelanxo. Essa história é feita "daquilo que os sonhos são feitos". Sem trocadilhos.
Quinze Retratos de Desespero
Desespero sempre foi a mais difícil de se retratar dos Perpétuos. (Talvez por ser a mais óbvia, quem sabe?) Aqui Gaiman escreve, Barro Stoney ilustra e Dave McKean diagrama 15 pequenos momentos de Desepero, que não contam uma história, mas tentam definir a personagem-conceito. Muita gente não vai gostar, mas a coisa funciona: a obra é desesperante.
Adentrando
A história de Delírio é o grande tiro n'água dessa edição. É muito redundante e sem clímax e o desenho de Bill Sienkiewicz, confuso demais.
Na Península
Apesar de ser "continuação" da história chatinha da Delírio, a história de Destruição é bem mais bacana. O traço de Glenn Fabry é bem detalhado sem ser exagerado, é dá um bom ritmo a história de uma misteriosa escavação arqueológica que está desenterrando artefatos do futuro. Um clima meio arquivo X em uma história que deixa mais perguntas que respostas. Legal.
Destino - Noites Sem Fim
Neil Gaiman usa Destino para suas considerações filosóficas finais sobre os Perpétuos, poderia ficar meio maçante se não fosse a eficácia e beleza das ilustrações de Frank Quitely, o cara que deu forma aos X-men de Grant Morrison, e que, na minha modesta opinião, desenha pra caralho.
enviada por Gabes às 12:25 PM
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Uma das minhas maiores frustrações é nunca ter tido um "livro da minha vida". O trauma é tão grande que chega a dar inveja daquelas misses de antigamente com O Pequeno Príncipe.
enviada por Gabes às 9:18 AM
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| Domingo, Janeiro 04, 2004 |
Kubrusly deu no Fantástico...
...a receita do Garum, o molho romano feito em Lisboa a 7 mil anos atrás.
Utilidade pública é isso aí!
enviada por Gabes às 9:05 PM
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O Pai do Astolfo
Eu ouvi a história do Pai do Astolfo de alguém que ouviu de alguém, mas apesar disso vou tentar ser o mais fiel possível.
É tudo verídico, dizem.
Astolfo chegou tarde do trabalho e encontrou o Pai esparramado na banheira com uma garrafa de uísque do lado, o que era estranho, porque o velho só bebia socialmente. Vendo a cena, o filho perguntou se estava tudo bem, mas como não obteve resposta, foi cuidar da sua própria vida.
Qual foi a surpresa, quando, na manhã seguinte, ele entrou no banheiro para escovar os dentes e encontrou o Pai no mesmo lugar, apático, com uma garrafa nova na mão. Durante o café, Astolfo arriscou sondar a Mãe, que respondeu com um muxoxo que "Isso é coisa do seu Pai, deixa ele em paz."
A semana passa e o Pai continua na banheira, barba por fazer, sem comer, sem falar, sem trabalhar. Só no uísque, como uma samambaia destilada. E a Mãe continuava dizendo pra deixarem seu marido em paz. Chega o fim de semana e nada muda, o coroa vai da cama pra banheira, da banheira pra cama, sempre esvaziando garrafas.
Na Segunda-feira de noite, abalado com a situação, Astolfo põe a Mãe contra a parede: "O que está havendo? Quem vai morrer? O que aconteceu?" E aí então que a sólida verdade esmaga Astolfo: "Seu Pai fez exame de próstata e não só ficou de pau duro, como gozou. E o proctologista era filho do amigo dele do clube."
A moral dessa história eu não sei qual é, mas, como diria Mário de Andrade, se ela não pode servir de exemplo, que pelo menos nos sirva como lição.
enviada por Gabes às 9:04 PM
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| Quinta-feira, Janeiro 01, 2004 |
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Musiquinha do Mês
ESSA CAPA, acreditem, é do Frank Frazetta
What's New, Pussycat?
Tom Jones
What's new, pussycat? Woah, Woah
What's new, pussycat? Woah, Woah
Pussycat, Pussycat
I've got flowers
And lots of hours
To spend with you.
So go and powder your cute little pussycat nose!
Pussycat, Pussycat
I love you
Yes, I do!
You and your pussycat nose!
What's new, pussycat? Woah, Woah
What's new, pussycat? Woah, Woah
Pussycat, Pussycat
You're so thrilling
And I'm so willing
To care for you.
So go and make up your cute little pussycat face!
Pussycat, Pussycat
I love you
Yes, I do!
You and your pussycat face!
What's new, pussycat? Woah, Woah
What's new, pussycat? Woah, Woah
Pussycat, Pussycat
You're delicious
And if my wishes
Can all come true
I'll soon be kissing your sweet little pussycat lips!
Pussycat, Pussycat
I love you
Yes, I do!
You and your pussycat lips!
You and your pussycat eyes!
You and your pussycat nose!
Essa deve ser a música mais idiota e cafona que já postei, mas achei que combinava porque é Janeiro e porque algo me diz que 2004 vai ser uma ano idiota e cafona, sem chance de nenhum tipo de mudança.
Afinal, o que que há de novo, gatinha?
enviada por Gabes às 1:45 PM
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